ASTROBLOG

HUAWEI X ESTADOS UNIDOS

Entenda a crise que está acontecendo entre a gigante chinesa e o governo norte-americano

Trazemos nessa edição um panorama sobre a crise entre a Huawei e os Estados Unidos, além das consequências que essa disputa traz. Se você ainda não conhece a Huawei e a sua relevância no mundo da tecnologia, veja a edição em que falamos sobre como as marcas chinesas estão invadindo o mercado brasileiro e internacional.

Antes de falarmos sobre a Huawei precisamos primeiro contextualizar a sua situação. A empresa chinesa está no meio de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Os dois países estão há meses em uma disputa no aumento de tarifas de importação e exportação sobre os produtos um do outro, entre outras medidas, em que buscam proteger a sua economia e mercado interno, mas que implicam em toda a economia mundial. No meio dessa guerra comercial estão as empresas norte-americanas e chinesas e as parcerias entre elas.

Em maio deste ano (2019), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluiu a Huawei em uma lista de empresas chinesas que foram proibidas de ter relações comerciais com empresas norte-americanas na área de tecnologia. Entre as suas justificativas, os Estados Unidos acusam a Huawei de espionar as suas concorrentes norte-americanas a serviço do governo chinês. Essa suspeita apenas reforçou as ações que o governo norte-americano tomou em relação às empresas chinesas.

A Huawei se defendeu afirmando que o governo de Trump não havia apresentado nenhuma prova das acusações e recorreu à Justiça Federal dos Estados Unidos, contra as restrições impostas. O CEO da organização declarou que as medidas tomadas são prejudiciais ao mercado e aos consumidores.

Além das acusações do governo norte-americano, a Huawei já enfrentou outras denúncias. A filha do fundador e executiva da Huawei, Meng Wanzhou, foi presa em Vancouver, no Canadá em dezembro (2018). As autoridades alegaram que Meng teria desrespeitado sanções internacionais e atualmente, a executiva chinesa cumpre prisão domiciliar. A Vodafone, operadora europeia, também afirmou ter encontrado irregularidades em equipamentos da Huawei, porém mantém parceria com a empresa chinesa.

Entre as relações comerciais mais prejudicadas, está a parceria da Huawei com o Google. Como consequência da decisão, a Huawei foi impedida de utilizar alguns serviços do Google e o mais preocupante seria o Android. É importante lembrar que o seu código é aberto, ou seja, não é necessário pagar para utilizar uma versão do seu sistema. Porém, boa parte dos serviços e recursos do Android são licenciados pelo Google. Entre essas funcionalidades estariam o Gmail e a Play Store, essenciais para que o sistema operacional funcione por completo. Para os usuários que já utilizam o sistema Android, a marca afirma que não haverá grandes mudanças.

Outras empresas como Qualcomm e Intel suspenderam o fornecimento de chips e processadores para a Huawei. Essa briga com os Estados Unidos também influencia as relações da Huawei com a Europa. As empresas europeias começaram a analisar e discutir as suas relações comerciais com os chineses. As medidas do governo norte-americano não afetam apenas os smartphones chineses e vão bem além deles. A Huawei está entre as principais empresas de infraestrutura de redes e desenvolvimento do 5G, assim os impactos também podem afetar os planos de implementação do 5G em várias partes do mundo.

CONSEQUÊNCIAS DA CRISE

Como mais uma consequência da crise entre a Huawei e os norte-americanos, agora os celulares da empresa chinesa não podem mais sair de fábrica com os aplicativos Facebook, Instagram e WhatsApp instalados. Os aplicativos ainda podem ser instalados pelos usuários dos smartphones chineses, essa medida apenas impede que os programas venham instalados de fábrica. Porém, devido aos problemas com o Google, os próximos modelos da Huawei devem ficar sem acesso à Play Store e, por consequência, não seria possível instalar os aplicativos pela loja oficial.

No começo de agosto (2019), a Huawei anunciou seu novo sistema operacional, o Harmony OS. Com o seu próprio sistema operacional, a fabricante chinesa tem uma alternativa para substituir o Android dos seus smartphones. O sistema também será compatível com smartwatches, smart TVs e sistemas de carros fabricados pela Huawei. Por enquanto a fabricante pretende priorizar o Android em seus smartphones, porém, caso seja necessário, fará a substituição pelo Harmony OS.

ÚLTIMAS ATUALIZAÇÕES

Em mais um capítulo da crise, a Huawei recebeu mais noventa dias para negociar as sanções com o governo dos Estados Unidos e empresas norte-americanas. Em junho (2019), o governo norte-americano já havia permitido que as empresas de seu país pudessem vender produtos para a Huawei. Segundo a decisão, a Huawei seguiria na lista de proibições, porém licenças seriam emitidas para que as empresas norte-americanas possam vender e não serem prejudicadas.

Este conteúdo foi produzido pela agência de marketing digital Plataformanet e publicado no caderno de tecnologia em parceria com o Portal ABCdoABC. Continue acessando o nosso conteúdo e acompanhe as novidades sobre o mundo da tecnologia, entre outras dicas de serviços e aplicativos.

< Voltar